Olá gente saudável, ando feita numa desnaturada! Não tenho tido muito tempo para vir cá escrever umas coisas bonitas e interessantes, sim eu sei que me perdoam :)
Posto isto, o meu artigo de hoje é sobre a FRUTOSE.
Quem é que come mais de 2/3 peças de fruta por dia põe o dedo no ar!? Pois é gente este artigo vai elucidar/clarificar duvidas existentes sobre a FRUTOSE!
O que é a frutose?
A frutose é um dos principais açucares das frutas, outros presentes em maior quantidade são a sacarose e glicose.
Metabolismo da Frutose: A totalidade (100%) da frutose consumida vai diretamente para o fígado. O metabolismo da frutose cria um grande número de efeitos adversos, incluindo:
• a frutose é convertida em frutose-1-fosfato (F1F), reduzindo o fosfato das células do fígado. Este processo produz produtos residuais na forma de ácido úrico. O ácido úrico bloqueia uma enzima que produz o óxido nítrico, que é um regulador natural da pressão arterial. Portanto, a pressão do sangue eleva o que provoca hipertensão arterial. Os níveis elevados de ácido úrico pode também causar a gota.
• Quase toda a F1F é convertida em piruvato terminando como citratos, o que resulta em lipogénesis de novo, os produtos finais são os ácidos gordos livres (AGL), e as lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL são as partículas LDLs pequenas e densas, que são coladas sob as células epiteliais e estimulam a formação da placa de ateroma (o LDL é conhecido popularmente como mau colesterol ) e os triglicerídeos. O resultado final é hiperglicemia (aumento de gordura no sangue).
• A frutose estimula o g-3-p (gliceraldeido-3-fosfato) (o glicerol ativado), a molécula que é crucial para criar triglicérides nas células adiposas. Quanto mais g-3-p disponível, tanto mais gordura é depositada.
• Os ácidos gordos livres (AGLs) são exportados a partir do fígado sendo absorvidos pelo músculo esquelético, causando a resistência à insulina. Alguns ácidos gordos livres também permanecem no fígado, levando à acumulação de gordura, a resistência à insulina e a doença de fígado gordo não alcoólico.
• A resistência à insulina afeta o pâncreas, que produz mais insulina em resposta ao aumento de açúcar no sangue, porque as células ficam incapazes de assimilar o açúcar do sangue e isso pode causar diabetes tipo II.
• Quando comes 120 calorias em frutose, cerca de 40 calorias contribuem para os problemas metabólicos.
Quanto de frutose pode-se ingerir com segurança?
Se o objetivo é diminuir o excesso de peso ou manter um peso saudável a longo prazo e diminuir (e em muitos casos praticamente eliminar) o risco de diabetes, de doenças cardíacas e de cancro, está na hora de por em prática uma restrição no consumo de frutose para 25 gramas diárias. Se houver excesso de peso o ideal é de 10/20 gramas.
A tabela abaixo mostra os níveis de frutose em várias frutas para terem uma ideia daquilo que equivale 25 gramas por dia. Devem ter em mente que as frutas representam apenas uma fonte, porque a frutose é o principal ingrediente da grande maioria das bebidas açucaradas e dos alimentos processados, desde as refeições pré-feitas a temperos.
| Fruta | Porção | Frutose |
Lima
|
Médio
|
0,0
|
Limões
|
Médio
|
0,6
|
Cranberries
|
1 xícara
|
0,7
|
Maracujá
|
Médio
|
0,9
|
Damasco
|
Médio
|
1,3
|
Goiaba
|
2 médias
|
2,2
|
Framboesas
|
1 xícara
|
3,0
|
Kiwi
|
Médio
|
3,4
|
Amoras
|
Xícara
|
3,5
|
Morangos
|
Xícara
|
3,8
|
Cereja
|
Xícara
|
4,0
|
Abacaxi
|
Fatia media (2cm)
|
4,0
|
Toranja
|
Média
|
4,3
|
Nectarina
|
Média
|
5,4
|
Pêssego
|
Médio
|
5,9
|
Laranja
|
Média
|
6,1
|
Mamão
|
Médio
|
6,3
|
Melão
|
1/8 tam. Médio
|
6,8
|
Banana
|
Média
|
7,1
|
Mirtilos
|
Caneca
|
7,4
|
Tâmaras
|
Médias
|
7,7
|
Maçã
|
Média
|
9,5
|
Melancia
|
1/16
|
11,3
|
Pera
|
Média
|
11,8
|
Uva em passas
|
¼ xícara
|
12,3
|
Uva s/semente
|
Xícara
|
12,4
|
Manga
|
Média
|
16,2
|
Damasco seco
|
Xícara
|
16,4
|
Figos secos
|
Xícara
|
23,0
|
Baseado em:
"The Skinny on Obesity," Dr. Robert Lustig, Professor of Pediatrics in the Division of Endocrinology, and Elissa Epel with the Center for Obesity Assessment, Study and Treatment at the University of California, continue the discussion about the impact of sugar on disease rates around the world.
